Ebook Asma na Infância

 
 

Teste para diagnóstico da Covid-19

A Covid-19 traz muitos desafios para a área médica e uma delas é sobre os testes disponíveis para diagnosticar a doença. Existem 3 tipos de exames (testes) para diagnóstico da Covid-19: RT-PCR, a sorologia e os testes rápidos. 😷 O RT-PCR é o "padrão ouro" para fazer o diagnóstico, ou seja, quando positivo, significa que o vírus está presente naquela pessoa. É realizado através da coleta de secreção da nasofaringe (nariz até a parte mais profunda). Deve ser colhido entre o terceiro e décimo dia do início dos sintomas da doença, pois, fora desse período, pode haver um falso negativo, já que o vírus pode não ser mais encontrado nesse local. 😷 A sorologia é realizada para detectar a presença de anticorpos contra o coronavírus e, quando presentes, indicam que a pessoa teve contato com esse vírus e desenvolveu anticorpos específicos para o mesmo. Avalia 2 tipos de anticorpos: o IgM, que quando presente nos indica que o paciente está na fase aguda da doença (mesmo que não tenha sintomas), e o IgG, que é o anticorpo específico para o vírus em questão. Esse exame deve ser realizado a partir do décimo dia do início dos sintomas, pois existe um período mínimo para que o sistema imunológico inicie a sua produção. 😷 Os testes rápidos também avaliam a presença dos mesmos anticorpos, através de uma pequena quantidade de sangue, mas com outra metodologia, e podem também ser realizados a partir do décimo dia do início dos sintomas, porém, existe uma grande possibilidade de erro no resultado (até 75%) e a sua interpretação deve ser feita com cautela.

Seja qual for o teste realizado, é muito importante que você seja avaliado por um médico, pois existem fatores que podem interferir nesse resultado, como a forma de coleta, de transporte e armazenamento do material colhido. É importante ter cautela mesmo que tenha anticorpos presentes no seu exame, pois ainda temos muitas dúvidas sobre esse tema e, diante disso, não devemos diminuir dos cuidados de proteção.

 
 

Crianças e coronavírus: o que se sabe até o momento

A pandemia pelo Covid-19 nos tem apresentado várias formas de evolução da doença, que tem como protagonista o novo coronavírus, e particularidades com relação às crianças. Desde o início em Wuhan (China), trabalhos têm demonstrado que o número de crianças diagnosticadas com Covid-19 foi muito menor em comparação à população adulta. O quadro clínico nas crianças é bem mais leve e a duração mais curta, na maioria das vezes.

Existem algumas hipóteses para a doença se manifestar de forma mais leve nas crianças do que nos adultos: 😷 As crianças apresentam sistema imunológico em desenvolvimento e essa característica parece dificultar a replicação do vírus dentro das células, favorecendo uma inflamação menos intensa dos pulmões. Parece estranho, mas o vírus SARs-Cov-2, ao entrar em contato com a mucosa respiratória, se liga às células através de um receptor específico (como uma chave entrando na fechadura) e, ao conseguir entrar nas células, começa a se replicar e desencadear o processo inflamatório. Trabalhos demonstram que esses receptores nas crianças podem não ter estrutura e função completas e, com isso, o vírus não consegue se replicar tanto. 😷 Estudos na China e Itália demonstraram que o número de pacientes asmáticos internados com quadros mais graves de Covid-19 foi abaixo do esperado, em adultos e crianças, fato que causou surpresa, pois o quadro de asma tem maior chance de desenvolver Covid-19 na sua forma mais grave. 😷 Manifestações na pele podem estar presentes nos quadros de Covid-19 e, nas crianças, elas podem aparecer de forma isolada, sem outros sintomas. 😷 Por outro lado, a presença de prematuridade e a coexistência de doença cardíaca e episódios de chiado no peito recorrentes foram associados a quadros mais graves de Covid-19 nas crianças.

Ainda não conseguimos delinear com precisão a infecção pelo Covid-19 nas crianças e nem os fatores que propiciam quadros leves na maioria dos casos, pois estamos aprendendo diariamente sobre a doença. Devemos manter os cuidados preconizados até o momento e lembrar que quadros mais leves nas crianças podem passar despercebidos, mas se mantêm como fonte importante de contaminação para populações de risco.

 

Alergia alimentar exige cuidados no ambiente escolar

Reação exagerada do sistema imunológico, a alergia alimentar ocorre após ingestão de algum alimento, com maior frequência na infância, a partir de qualquer idade, sendo que a prevalência nessa faixa etária é de 6-8%. O quadro clínico é variado, sendo as manifestações na pele as mais frequentes, com manchas avermelhadas e coceira, acompanhadas ou não de inchaço (urticária).

A alergia alimentar também pode ser um fator desencadeante da dermatite atópica, normalmente nas formas moderadas e graves. Nesse casos, com manchas avermelhadas, coceira intensa e a pele mais ressecada. Os sintomas gastrointestinais, com vômitos e diarreia também podem fazer parte dessa doença, assim como os sintomas respiratórios. É importante ressaltar que a dificuldade na respiração, quando presente, na maioria das vezes, faz parte de um quadro de anafilaxia (coceira na garganta, tosse ruidosa, rouquidão, tosse chiado peito e falta de ar). O diagnóstico de alergia alimentar como causa de rinite alérgica ou asma é raro e difícil de ser evidenciado, sendo que aqueles quadros respiratórios que acontecem frequentemente nas crianças (tosse, catarro, sintomas nasais) não estão relacionados com alergia alimentar.

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Crianças podem usar maquiagem?

Em nosso meio, o uso de cosméticos na infância, incluindo maquiagem, cresce a cada dia. Esse comportamento tem sido motivo de pesquisas, com a finalidade de se utilizar produtos mais específicos e mais seguros para essa faixa etária.

Sabemos que, por características próprias da idade, a pele da criança é mais sensível e permeável, pois está em desenvolvimento e alcança sua maturação completa por volta dos quatro anos de idade. Por isso, apresenta maior risco de reações de irritação, toxicidade e alérgicas.

O uso de maquiagem na infância tem característica lúdica, onde “imitar hábitos dos adultos”, principalmente da mãe, desperta a curiosidade das crianças, mas é fato que há um estímulo do nosso meio, incentivando esse hábito de forma precoce. Pelos fatores colocados acima, o uso de maquiagem dever ser supervisionado, de preferência a partir dos três anos de idade, observando alguns cuidados.

Listo algumas considerações para o uso seguro de maquiagem nas crianças:

  • A maquiagem utilizada nas crianças deve ter baixo poder de fixação e ser facilmente removida da pele com água.

  • Esmaltes permitidos para crianças são aqueles à base de água, que saem sem a necessidade de usar acetona ou removedor, e por não possuírem solvente, o cheiro é bem diferente dos esmaltes para adultos.

  • Batons e brilhos labiais devem colorir os lábios temporariamente.

  • Todos esses produtos devem possuir número de registro na Anvisa (como produtos infantis) e são classificados em Grau de Risco 1 (produtos com mínimo risco de desencadear reação) ou Grau de Risco 2 (produtos com risco potencial), observação que deve ser feita na hora da compra e/ou utilização.

Maquiagem para uso em adultos não deve ser usada nas crianças. Lembrando que as crianças alérgicas têm maior chance de reação ao uso de cosméticos. Qualquer sinal de irritação, a maquiagem deverá ser retirada e esse fato relatado ao médico.

 

É possível se prevenir da rinite alérgica?

A rinite alérgica acontece devido a um processo inflamatório não infeccioso presente na mucosa do nariz. O problema pode ser desencadeado por fatores alérgicos e não alérgicos. “Dentre os fatores alérgicos, podemos citar os ácaros (presentes na poeira domiciliar), fungos, epitélios de animais etc”, afirma alergista Rosana Neves. Evitar esses fatores alérgicos é a forma mais efetiva de prevenir e tratar a doença...

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Quais são as consequências de rinite alérgica não tratada?

A rinite alérgica é uma reação exagerada do sistema imunológico aos alérgenos, que são partículas inaladas consideradas estranhas pelo corpo. Dessa forma, há uma tentativa de proteção do organismo que resulta em sintomas como obstrução nasal e espirros. Quando a rinite não é tratada, corre-se o risco de do surgimento de algumas complicações...

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ALERGIA... SAIBA MAIS

A alergia acontece por uma reação exagerada do organismo após o contato com certas substâncias, as quais são inofensivas para a maioria das pessoas.

Ao contrário do que muitos acreditam, não é uma “baixa imunidade” e sim um sistema imunológico funcionando de forma exagerada e desordenada.

Essas reações podem ser desencadeadas por várias substâncias como os ácaros, fungos, pêlos de animais (cão, gato...), alimentos (principalmente na infância), remédios e insetos, e os sintomas desses quadros são variados e podem acontecer em qualquer idade.

É provável que quando nos referimos a “doenças alérgicas” os sintomas respiratórios e cutâneos sejam os mais lembrados pela sua frequência e porque, muitas vezes, ocorrem simultaneamente em uma mesma pessoa, mas o acometimento de outros órgãos e situações mais graves, como choque anafilático podem estar presentes.

A investigação de possíveis fatores desencadeantes é importante para uma orientação e tratamento adequados, realizada através de consulta médica com especialista e exames complementares, incluindo testes alérgicos.

O sucesso do tratamento depende dessa investigação ampla, mas também do compromisso do paciente com as orientações recebidas, quanto ao uso dos remédios prescritos, cuidados com o ambiente de casa e cuidados pessoais, como higiene nasal, hidratação da pele, cuidar da ansiedade.... é necessário cuidar do organismo como um todo para um melhor controle dessas doenças.

E, uma questão de grande importância, não use medicamentos por conta própria, o remédio que funciona para o seu amigo pode ser perigoso para você.

 

REPELENTES

Nos meses mais quentes do ano há uma proliferação maior de mosquistos, que além de reações alérgicas, podem causar outras doenças, como Dengue, Zika,Chigungunha e Febre Amarela. Uma das medidas utilizadas para evitar picada desses insetos, é a utilização de repelentes, que são substâncias aplicadas na pele que afastam os insetos, mas algumas regras são importantes para a sua eficácia e segundo as Sociedades de Pediatria e Dermatologia, seguem algumas normas.

  • Crianças abaixo de 6 meses não devem utilizar os repelentes – podem fazer uso de mosqueteiros e roupas compridas.
  • Dos 6 meses aos 2 anos de idade o repelente a base de IR3535 pode ser usado, mas seu tempo de ação é muito curto, apenas 4 horas e o ideal é que seja aplicado uma única vez ao dia, nessa faixa etária.
  • Acima dos 2 anos de idade, podem ser utilizados os repelentes infantis, aqueles que contem em sua fórmula DEET, IR3535 e ICARIDINA, sendo que até os 7 anos de idade, devem ser aplicados até 2 vezes ao dia e após essa idade, é permitido utilizá-los 3 vezes ao dia.
  • Acima dos 12 anos, todos os repelentes comercializados e regulamentados pela ANVISA podem ser utilizados, incluindo as mulheres GRÁVIDAS e pacientes IDOSOS.
  • Não aplicar próximo aos olhos, nariz e boca e sempre lavar as mãos após o contato.
  • Não usar mais que 3 vezes ao dia.
  • Quando fizer uso de protetor solar, aplicar o repelente após 15 minutos.
  • Não dormir com repelente, tome um banho para remover o produto.

Repelentes naturais não têm eficácia comprovada, assim como dispositivos elétricos luminosos ou ultrassonicos. O uso de substâncias como Vitamina B também não são eficazes nessa prevenção.

Procure sempre um médico para esclarecer suas dúvidas