Asma e Covid-19
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O que é asma?

Como falamos anteriormente, asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias.

O SARS-COV-2 é um vírus respiratório, com potencial risco e piores desfechos da asma e da própria COVID 19.

A sociedade de Pneumologia em conjunto com a Sociedade de Alergia, buscaram esclarecer e responder algumas dúvidas comuns sobre o tema.

O paciente com asma tem riscos de piores desfechos com a COVID?

Trabalhos que avaliaram a gravidade da COVID, o diagnóstico da asma em geral não foi associado a quadros graves e/ou maior índice de óbitos, independente da idade. Não houve diferença significativa no tempo de internação hospitalar, necessidade e tempo de intubação, traqueostomia, readmissão hospitalar, ou mortalidade entre pacientes com e sem asma.

Portanto, no momento, não existem evidências de piores desfechos clínicos relacionados a COVID no asmático leve a moderado com a doença controlada.

Os pacientes com asma devem ter seu tratamento durante a pandemia?

Durante a pandemia continua sendo fundamental a manutenção do controle da asma.

Não existem evidências de que o tratamento de manutenção da asma possa aumentar qualquer risco relacionado a COVID-19, incluindo o uso de corticoides inalatórios, broncodilatadores e imunobiológicos.

Especialmente no caso de asmáticos graves, sujeitos a quadros mais graves de Covid, o tratamento deve ser mantido e individualizado.

Pacientes asmáticos devem receber as vacinas contra COVID-19?

Podem e devem!!

Os pacientes com asma grave, por apresentarem riso maior de Covid na sua forma grave, pertencem ao grupo de risco e portanto, tem prioridade em receber a vacina.

Asmáticos leves e moderados, que estão co a doença controlada, seguem o calendário normal por idade.

Quais os riscos da vacinação contra a COVID-19 em pacientes asmáticos?

A maioria dos trabalhos realizados com a finalidade de avaliar essa situação, não relatou nenhum efeito adverso grave relacionado ao grupo dos pacientes asmático.

Portanto, para os pacientes, não existe risco aumentado para desenvolver reações graves pelas vacinas que até o momento, estão seno aplicadas.

Leia também:
>>> Teste para diagnóstico da Covid-19

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Fontes:
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Associação Médica Brasileira

Dermatite Atópica
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Entenda sobre o assunto

A dermatite atópica (DA) ou eczema, como também é conhecida, é uma reação que acontece na pele, com manchas avermelhadas, normalmente mais ressecadas, acompanhadas de coceira, na maioria das vezes.

Como toda doença alérgica, está tendo um aumento gradativo do número de casos nas última décadas, e como consequência, aumento dos casos graves também, assim como o inicio em uma idade mais avançada, adultos e idosos.

A DA é uma doença que não acontece somente pela alergia, envolve também um funcionamento desequilibrado do sistema imunológico, assim como um ressecamento muitas vezes grave, da pele, provocando uma inflamação.

Vamos tentar entender!!!

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Higiene ambiental em casos de alérgicos
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Quais são os irritantes das alergias?

Ao falarmos sobre Rinite e Sinusite, mencionamos sobre as principais diferenças entre ambas. Hoje vamos falar sobre o que desencadeia as crises alérgicas e como fazer a limpeza do ambiente do alérgico.

Se avaliar o impacto do contato com alérgenos e poluentes na ocorrência das doenças alérgicas é difícil, pior é a situação quando se vai estudar o impacto dos chamados irritantes não-alergênicos nessas morbidades.

As dificuldades científicas são inerentes à variabilidade da exposição e aos mecanismos desconhecidos pelos quais essas substâncias poderiam desencadear os sintomas.

Além de não ser possível fazer a quantificação de partículas dos irritantes de forma reprodutível, o nível de exposição do paciente varia dentro de um mesmo dia, o que inviabiliza estudos de efeito dose-resposta.

Além disso, como não se trata de reações imunológicas, ao menos à luz do conhecimento atual, não há testes diagnósticos disponíveis para confirmar ou excluir o papel desses irritantes nessas doenças.

Assim, os dados disponíveis na literatura e a forma que abordamos na prática clínica diária se dão muito mais por informações subjetivas referidas pelos pacientes, que acabam guiando os médicos na orientação dos doentes.

Descreveremos um pouco sobre o impacto dos odores fortes, perfumes, ar-condicionado e dos produtos de limpeza/inseticidas.

Odores fortes/perfumes

Segundo um estudo dinamarquês, publicado em 2005, utilizou questionário sobre doenças alérgicas naquele país que foi respondido por mais de 1.000 pessoas.

Foi observada frequência elevada (42%) de sintomas oculares e/ou respiratórios desencadeados por fragrâncias, além de aumento da hiper-reatividade brônquica nesse grupo.

Contudo, não houve associação entre desencadeamento por odores e atopia, função pulmonar ou proteína catiônica eosinofílica sérica, mostrando que o papel desses irritantes era independente da sensibilização alérgica.

Outros estudos, que avaliaram fatores desencadeantes de sintomas de asma e rinite referidos pelos pacientes, mostraram que perfumes estão entre os mais citados pelos doentes.

Outro dado interessante é que os odores fortes e fragrâncias são desencadeantes de crises não só dos sintomas nos pacientes com alergia respiratória, mas também naqueles com doenças não alérgicas, como a rinite não alérgica (RNA), por exemplo.

De qualquer forma, nota-se que os dados científicos são escassos e não permitem tirar conclusões indiscutíveis.

A orientação aos pacientes na prática clínica diária com relação aos odores e perfumes tem que ser feita caso a caso, de acordo com a percepção do paciente sobre os desencadeantes das suas crises e com o bom senso, já que não é possível basear essas orientações em testes ou estudos científicos.

Ar-condicionado

Outro fator desencadeante de crises citado frequentemente por pacientes com alergia respiratória é o ar-condicionado.

O ar-condicionado funciona pelo resfriamento e ressecamento do ar do ambiente.

Se, por um lado, o ambiente mais frio e seco pode irritar as mucosas e desencadear os sintomas respiratórios, principalmente com a mudança brusca de temperatura ao entrar-se num ambiente com ar-condicionado ligado, por outro lado o ar mais seco do ambiente minimiza a viabilidade de crescimento de ácaros e fungos, reduzindo a carga alergênica.

Um dos grandes pesquisadores mundiais em aerobiologia e doenças alérgicas, o Professor Thomas Platts-Mills, recomenda em suas orientações gerais de controle ambiental para a evicção de alérgenos, como os ácaros, o uso de ar-condicionado, pela redução da umidade do ambiente.

O grande problema do ar-condicionado para pacientes alérgicos pode estar nos dutos se não forem bem higienizados periodicamente, pois podem acumular umidade e acarretar crescimento de fungos em seu interior, que poderiam ser lançados no ambiente a cada novo acionamento do aparelho.

Mais uma vez, comprova-se a complexidade do tema controle ambiental, em especial o controle dos irritantes.

Portanto, à luz do conhecimento atual, não recomendamos evitar uso de ar-condicionado como rotina.

Devemos orientar pacientes a manter esses aparelhos e seus dutos bem higienizados. Além disso, doentes alérgicos devem evitar mudanças bruscas de temperatura, que são frequentes desencadeantes de sintomas respiratórios.

Produtos de limpeza

Além de alergia de contato, decorrente de manuseio sem proteção/cuidado de determinados produtos de limpeza, alguns deles quando aspirados podem desencadear sintomas respiratórios que variam desde prurido nasal até broncoespasmo intenso.

Tendo na sua composição: aldeído, álcool, cetona, e/ ou derivados de petróleo (benzeno, querosene), os produtos de limpeza podem atuar sobre a mucosa respiratória inflamada, determinando o aparecimento de sintomas.

Em conclusão, o tratamento da RA deve ser baseado na educação do paciente, nas medidas de controle ambiental, na farmacoterapia e na imunoterapia específica, quando indicada.

A escolha do esquema terapêutico deve considerar a eficácia, a segurança e a relação custo-benefício dos medicamentos, assim como as preferências do paciente.

Um esquema geral do tratamento, adaptado da iniciativa ARIA.

Os corticosteroides tópicos nasais e os anti-histamínicos orais foram os medicamentos mais utilizados no tratamento da RA nas últimas décadas.

Devido ao seu melhor perfil de segurança, os anti-histamínicos orais de segunda geração (não sedantes) devem ser preferidos em relação aos de primeira geração (sedantes).

Segundo recomendações recentes, a combinação de corticosteroide e anti-histamínico tópicos nasais, recentemente aprovada para o tratamento da RA, deve ser considerada nos casos persistentes e refratários ao tratamento com monoterapia.

Recomenda-se também que ferramentas de avaliação do controle dos sintomas, como a escala visual analógica (VAS), sejam incorporadas no manejo da doença.

Medidas de controle do ambiente

• O quarto de dormir deve ser preferentemente bem ventilado e ensolarado. Evitar travesseiro e colchão de paina ou pena. Use os de espuma, fibra ou látex, sempre que possível envoltos em material plástico (vinil) ou em capas impermeáveis aos ácaros. O estrado da cama deve ser limpo duas vezes por mês. As roupas de cama e cobertores devem ser trocados e lavados regularmente com detergente e a altas temperaturas (> 55 ºC) e secadas ao sol ou ar quente. Se possível, a superfície dos colchões deve ser aspirada empregando-se um modelo potente de aspirador doméstico.

• Evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadões. Dar preferência a pisos laváveis (cerâmica, vinil e madeira) e cortinas do tipo persianas ou de material que possa ser limpo com pano úmido. No caso de haver carpetes ou tapetes muito pesados, de difícil remoção, os mesmos devem ser aspirados se possível duas vezes por semana após terem sido deixados ventilar.

• Camas e berços não devem ser justapostos à parede. Caso não seja possível, coloque-a junto à parede sem marcas de umidade ou a mais ensolarada.

• Evitar bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outro local onde possam ser formadas colônias de ácaros no quarto de dormir. Substitua-os por brinquedos de tecido para que possam ser lavados com frequência.

• Identificar e eliminar o mofo e a umidade, principalmente no quarto de dormir, reduzindo a umidade a menos de 50%. Verifique periodicamente as áreas úmidas de sua casa, como banheiro (cortinas plásticas do chuveiro, embaixo das pias, etc.). A solução diluída de água sanitária pode ser aplicada nos locais mofados, até sua resolução definitiva, mesmo porque são irritantes respiratórios. É essencial investigar outras fontes de exposição aos fungos fora do domicílio (creche, escola e locais de trabalho).

• Evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores de pó comuns. Passar pano úmido diariamente na casa ou usar aspiradores de pó com filtros especiais 2x/semana. Afastar o paciente alérgico do ambiente enquanto se faz a limpeza.

• Ambientes fechados por tempo prolongado (casa de praia ou de campo) devem ser arejados e limpos pelo menos 24 horas antes da entrada dos indivíduos com alergia respiratória.

• Evitar animais de pelo e pena, especialmente no quarto e na cama do paciente (ambiente seguro). Manter a porta do quarto sempre fechada. Se for impossível, restringir o animal a uma única área da moradia e utilizar purificadores HEPA no quarto do paciente. Preferencialmente, animais de estimação para crianças alérgicas são peixes e tartarugas.

• Evitar a exposição aos alérgenos de camundongos e ratos com intervenção profissional integrada aos cuidados de limpeza da moradia; incluindo a colocação de armadilhas, vedação de furos e rachaduras que possam atuar como pontos de entrada, e a aplicação de raticida, nos casos de grandes infestações.

• A inspeção é passo importante no extermínio de baratas. Evitar inseticidas e produtos de limpeza com forte odor, usar o método de iscas. Exterminar baratas e roedores pode ser necessário.

• Remover o lixo e manter os alimentos fechados e acondicionados, pois estes fatores atraem os roedores. Não armazenar lixo dentro de casa.

• Dar preferência às pastas e sabões em pó para limpeza de banheiro e cozinha. Evitar talcos, perfumes, desodorantes, principalmente na forma de sprays.

• Não fumar e nem deixar que fumem dentro da casa e do automóvel. O tabagismo pré-natal, perinatal e pós-natal está associado a problemas respiratórios futuros na prole.

• Evitar banhos extremamente quentes e oscilação brusca de temperatura. A temperatura ideal da água é a temperatura corporal.

• Dar preferência à vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados, evitando-se dias com alta exposição aos polens ou poluentes em determinadas áreas geográficas.

• Recomenda-se aos pacientes alérgicos ao pólen manter as janelas da casa e do carro fechadas durante o dia, abrindo-as à noite (menor contagem de polens). Os sistemas de ventilação de casa e do carro devem ser equipados com filtros especiais para polens. Máscaras protetoras e óculos são úteis. Os polens podem ser transportados para dentro de casa nas roupas e em animais domésticos. Evite deixar as roupas para secarem ao ar livre, se possível use secadora automática.

• Evitar atividades externas nos períodos de alta contagem de polens, entre 5 e 10 horas da manhã e em dias secos, quentes e com ventos.

• Manter os filtros dos aparelhos de ar-condicionado sempre limpos. Se possível, limpe-os mensalmente. Evitar a exposição a temperaturas ambientes muito baixas e oscilações bruscas de temperatura. Lembrar que o ar-condicionado é seco e pode ser irritante.

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Referências:

Publicado por Revista da Sociedade Brasileira de Asma, Alergia e Imunologia.

Autores: Norma de Paula M. Rubini, Gustavo F. Wandalsen, Maria Cândida V. Rizzo, Marcelo V. Aun, Herberto José Chong Neto, Dirceu Solé.

Rinite x Sinusite
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Você sabe a diferença entre Rinite e Sinusite?

Rinite

Primeiramente, costumo dizer que rinite não é grave, ninguém morre de rinite, mas pode comprometer muito a qualidade de vida.

A rinite acontece porque existe uma inflamação não infecciosa na mucosa do nariz e essa inflamação pode ser desencadeada ou mantida por fatores alérgicos e não alérgicos (na maioria dos pacientes os 2 contribuem).

Essa inflamação aumenta lenta e gradativamente, até chegar ao ponto que desencadeia sintomas como obstrução nasal, coceira, espirros e coriza.

Na maioria dos casos, o paciente toma um antialérgico e melhora e esse quadro vai se repetindo, até que num determinado momento o antialérgico não faz mais efeito.

Esse é momento que na maioria das vezes, procura-se o tratamento com médico especialista.

O remédio vai resolver meu problema?

O antialérgico trata os sintomas, mas não trata a inflamação, por isso a rinite vai piorando.

Para um controle da doença precisamos usar medicamentos tópicos anti-inflamatórios (corticoide) por um período mais prolongado, assim, a inflamação vai diminuindo gradativamente e as crises ficam menos frequentes e menos intensas.

Quando o tratamento adequado não promove o controle da rinite, e o quadro tem o fator alérgico relacionado, indicamos a imunoterapia específica que é o tratamento de vacinas para quadros de alergia.

É mais uma ferramenta que ajuda muito no controle da rinite, pois torna o organismo mais tolerante ao que o paciente é alérgico, e com isso, contribui muito para o controle da inflamação da mucosa do nariz.

Deixo aqui um lembrete que os cuidados com a casa do paciente alérgico fazem parte do tratamento é importante saber como fazer a limpeza da casa, do quarto e como proceder com relação aos animais de estimação.

Outro fator importante é que a rinite, quando não tratada, pode favorecer o aparecimento de outras doenças como sinusite, infecção de garganta, alterações na dentição, asma, pode comprometer o sono e diminuir o rendimento escolar e no trabalho.

Entendeu, porque a rinite pode alterar tanto a qualidade de vida dos pacientes?

Sinusite

Por outro lado. é muito frequente a confusão entre rinite e sinusite, até porque as duas doenças costumam andar juntas.

Assim como a rinite, a sinusite é uma inflamação que acontece na mucosa dos seios da face, aqui ela também pode estar relacionada a fatores alérgicos e não alérgicos, mas existe a forma infecciosa e que acontece com mais facilidade nas pessoas que tem rinite.

Nesse caso, surgem sintomas como, secreção nasal mais espessa, amarelada ou esverdeada, dor de cabeça com sensação de peso na face, muitas vezes acompanhados de tosse.

Sinusite infecciosa

A sinusite infecciosa, na maioria das vezes é tratada com antibióticos, mas é importante lembrar que quando a rinite está controlada, a sinusite aguda também diminui a sua frequência.

Quando a sinusite é alérgica, concomitante a rinite, e não tratadas, pode desenvolver quadro crônico, com maior dificuldade de controle, podendo evoluir com formação de pólipos dentro dos seios da face, obstrução das vias de drenagem da secreção, podendo chegar a necessidade cirúrgica e/ou tratamento com medicamentos q modulam a resposta imunológica.

Na persistência e/ou recorrência de sintomas nasais, procure um médico especialista para um tratamento adequado!!

Veja também:
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Qual a diferença entre alergia e alérgeno?
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Saiba a diferença entre alergia e alérgeno

Para saber a diferença entre alergia e alérgeno, antes de mais nada, devemos saber o que é a alergia.

A alergia acontece por uma reação exagerada do organismo após o contato com certas substâncias, as quais são inofensivas para a maioria das pessoas (alérgenos).

Ao passo que, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma “baixa imunidade” e sim um sistema imunológico funcionando de forma exagerada e desordenada.

Sintomas das alergias

Essas reações se desencadeiam por várias substâncias, como por exemplo, os ácaros, fungos, pelos de animais (cão, gato…), alimentos (principalmente na infância), remédios e insetos.

Os sintomas desses quadros variam e podem acontecer em qualquer idade em várias partes do organismo.

Sendo assim, é provável que, quando nos referimos a “doenças alérgicas” os sintomas respiratórios e cutâneos sejam os mais lembrados pela sua frequência.

No entanto, o acometimento de outros órgãos também é bastante frequente, tais como olhos, trato gastrointestinal, sendo que nas reações mais graves, como anafilaxia, ocorre o envolvimento de vários órgãos simultaneamente, o que configura um quadro grave.

O que causa a reação alérgica?

Para que essas reações alérgicas aconteçam, é necessário que haja um desequilíbrio da resposta imunológica frente aos alérgenos.

É assim que nós temos contato com muitas substâncias que são potenciais alérgenos, como alimentos, ácaros da poeira, epitélio de animais, medicamentos, entre outras….

Para que tenhamos esse contato, e não sem uma reação exagerada, o sistema imunológico apresenta um mecanismo que chamado tolerância imunológica, ou seja, reações envolvendo algumas células que são chamadas de reguladoras.

Essas células são as responsáveis pelas reações que devem acontecer para nos proteger e aquelas que não devem acontecer, dessa forma, também para nos proteger

Em alguns indivíduos geneticamente predispostos, a interação com esses alérgenos desencadeiam uma reação exagerada, fazendo com que o sistema imune não consiga obter um controle adequado.

Atualmente, é também descrito que, mudanças no nosso estilo de vida nas última décadas trouxeram alterações genéticas adquiridas no nosso organismo que também, contribuem para a ocorrência de quadros alérgicos sem que obrigatoriamente tenhamos nascido com essa predisposição.

Esses trabalhos são demonstrados pela epigenética (que por definição é a alteração do nosso DNA que acontece durante a nossa vida, muitas vezes desencadeados por fatores ambientais e alimentação inadequada…)

O que são os alérgenos?

Os alérgenos, são substâncias proteicas, que interagem com células do sistema imunológico e desencadear uma reação exagerada, chamada de alérgica.

Nos indivíduos predispostos, esses alérgenos são reconhecidos como “estranhos”.

A partir desse reconhecimento, ocorre sinalização para que células, e várias substâncias entrem em ação e promovam reações imunológicas que culminem em sintomas alérgicos.

Espero ter sanado alguma de suas dúvidas. Boa leitura querido paciente!

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Alergia alimentar exige cuidados no ambiente escolar
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O que é alergia alimentar

Reação exagerada do sistema imunológico, a alergia alimentar ocorre após ingestão de algum alimento, com maior frequência na infância, a partir de qualquer idade, sendo que a prevalência nessa faixa etária é de 6-8%. O quadro clínico é variado, sendo as manifestações na pele as mais frequentes, com manchas avermelhadas e coceira, acompanhadas ou não de inchaço (urticária).

A alergia alimentar também pode ser um fator desencadeante da dermatite atópica, normalmente nas formas moderadas e graves.

Sintomas

Nesse casos, com manchas avermelhadas, coceira intensa e a pele mais ressecada. Os sintomas gastrointestinais, com vômitos e diarreia também podem fazer parte dessa doença, assim como os sintomas respiratórios. É importante ressaltar que a dificuldade na respiração, quando presente, na maioria das vezes, faz parte de um quadro de anafilaxia (coceira na garganta, tosse ruidosa, rouquidão, tosse chiado peito e falta de ar). O diagnóstico de alergia alimentar como causa de rinite alérgica ou asma é raro e difícil de ser evidenciado, sendo que aqueles quadros respiratórios que acontecem frequentemente nas crianças (tosse, catarro, sintomas nasais) não estão relacionados com alergia alimentar.

Diagnóstico

Com o diagnóstico de alergia alimentar, o principal tratamento é a exclusão do alimento em questão – excluir alimento e derivados, ou seja todos aquelas comidas que tenham esse alimento como ingrediente. Nesse quesito, o paciente e familiares deverão ser orientados muito bem quanto a restrição do alimento, dos riscos de voltar a ter contato, com a orientação médica, assim como o prognóstico deve ser falado, lembrando que nas crianças há uma grande chance de voltar a ingerir os alimentos, sem reação (chamamos de tolerância). Nos adultos, a maioria dos quadros é persistente.

O acompanhamento médico especializado, com consultas periódicas e realização de exames quando necessário, poderá avaliar o curso da alergia alimentar e verificar o melhor momento de reintroduzir esse alimento, ou não. Aqui mais uma ressalva: os alimentos mais frequentes da alergia alimentar na infância são leite de vaca, soja, ovo e trigo, sendo que na maioria dos casos haverá tolerância no futuro, enquanto que para amendoim, nozes e castanhas, a alergia é considerada persistente.

Tratamento

Normalmente, durante a primeira manifestação do quadro alérgico, esses pacientes são levados ao pronto atendimento, onde são medicados, de acordo com os sintomas e intensidade. Após a confirmação do diagnóstico, realizada pelo médico especialista, deve haver um plano de tratamento, além da exclusão do alimento. No caso de contato acidental com o alergênio, o paciente ou responsável, deverá estar orientado e ter por escrito quais medicamentos deverão ser usados e em quais situações deverá ser encaminhado ao hospital para atendimento emergencial. Nos casos de anafilaxia, esse paciente deverá ser orientado a ter adrenalina autoinjetável, em que momento utilizar e como utilizar. Dizemos que deve haver um “plano de ação” muito bem orientado.

O tratamento normalmente engloba acompanhamento com nutricionistas, pois a exclusão de algum alimento pode interferir no aporte nutricional e também na dinâmica de vida do paciente e familiares. Com acompanhamento nutricional, a orientação é reforçada, as alternativas alimentares melhor orientadas, facilitando a manutenção de uma alimentação saudável e sem riscos por toda família.

Educação e prevenção

Para a criança que apresenta alergia alimentar e frequenta escola, a instituição deverá ser informada, inclusive com relatório médico, sobre o diagnóstico e também quanto ao plano de ação no caso de contato acidental. É importante também que a escola (diretores, professores) procurem saber mais a respeito da alergia alimentar, quanto aos sintomas e ao alimento em questão, pois será importante cuidar da restrição alimentar do aluno, mas também orientar todos os funcionários e as outras crianças. Acredito que um trabalho educativo e lúdico ao mesmo tempo é muito importante para que os riscos sejam evitados e, ao mesmo tempo, para que essa criança não se sinta excluída, nem diferente das outras.

Atualmente, existem normas regulamentadas pela ANVISA que determinam que todos os alimentos e bebidas devem ter em suas embalagens a informação sobre a presença de alimentos potencialmente alergênicos, mesmo que sejam em quantidades muito pequenas (traços), mas que são suficientes para desencadear as reações alérgicas. Esses rótulos sempre deverão ser lidos e, se houver algum componente que a pessoa tenha dúvida, deverá buscar esclarecimentos.

Algumas escolas contam nutricionistas e o envolvimento desse profissional na orientação dos funcionários também é bem-vinda, pois algumas pessoas ficam penalizadas pelo fato da criança não poder comer algum alimento e acham que oferecer somente um pouquinho não vai fazer mal. Mas nos casos de alergia alimentar, a quantidade não tem grande importância e, sim, o contato com o alimento. E esse contato pode oferecer risco de morte.

Existe um projeto de lei tramitando no Senado para que haja “Semana Nacional de Conscientização da Alergia Alimentar”, com a finalidade de maior informação sobre essa doença, pois a informação é a melhor forma de educação e prevenção. A alergia alimentar é uma doença que está aumentando no mundo todo e também temos observado que alguns pacientes demoram muito mais tempo para desenvolver a tolerância. Com isso, as escolas passarão a receber um maior número de alunos apresentando alergia alimentar, reforçando a importância da escola como instrumento no tratamento e inclusão dessas crianças. Penso que os pais, principalmente da mesma classe, podem ser informados a respeito, assim como o planejamento de campanhas educativas.

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